Como a água influencia a atividade física #01

Importância e funções da água

A água é a molécula mais importante do corpo humano, predomina em abundância no nosso organismo. Uma pessoa adulta possui no seu corpo um percentual de 60% a 75% de água. A quantidade de água no organismo humano varia em função da idade, do sexo e da quantidade de tecido adiposo que a pessoa possui.

À medida que o ser humano envelhece, a porcentagem de peso corporal total representada pela água diminui gradualmente. Já em crianças recém-nascidas, a água constitui aproximadamente 72% do peso corporal. Enfatiza-se que as mulheres, em geral, têm menos água total no organismo devido à maior quantidade de tecido adiposo subcutâneo.

A água exerce, no organismo, diversas funções essenciais. Age como principal solvente do organismo e de toda matéria viva, permitindo e possibilitando a ocorrência das reações químicas. A despeito de ser essencial à vida tem importante participação nos processos fisiológicos e de transporte de substâncias, desde a digestão até a absorção e excreção.

Por meio da água, os nutrientes, as moléculas e as demais substâncias orgânicas são transportadas pelo corpo. A água auxilia na regulação do equilíbrio térmico, ou seja, na manutenção da temperatura corporal. Graças a ela, o nosso intestino e o nosso sistema circulatório funcionam. Além disso a água estimula e faz funcionar os rins, eliminando as toxinas pelas vias urinárias. A pele adquire um aspecto saudável quando ingerimos água regularmente. Tem ainda a função de lubrificar a mastigação, deglutição, excreção e auxiliar as articulações.

Quando deixamos de ingerir água, o organismo entra em processo de desidratação. A desidratação ocorre quando a eliminação de água do corpo é maior que a sua ingestão. Normalmente, a insuficiência de água faz com que a concentração de sódio no sangue aumente. Diversas são as causas da desidratação: dentre elas o vômito, a diarréia, o uso de diuréticos, o calor excessivo, a febre e a redução da ingestão de água por qualquer razão. O diabetes pode, também, provocar a perda excessiva de água. Quando a quantidade de água ingerida não consegue compensar a perda, a desidratação torna-se efetiva e mais grave. A desidratação diminui a sudorese e a quantidade de urina.

Fique de olho na urina para saber se você está hidratado ou não. Se a urina estiver clara, é porque está tudo bem. Entretanto, se estiver com aspecto escuro, seu organismo está clamando por mais líquidos.
A carência de água no organismo, dentre outras manifestações negativas, deixa a boca seca, os lábios rachados, uma sensação de letargia, confusão mental e ocorre diminuição da produção de urina. Esses são sintomas de desidratação que, além de diminuir as reservas de água do corpo humano, reduzem os níveis de importantes minerais, como cloreto de sódio, sais de potássio, etc. Os eletrólitos também ficam mais concentrados se não houver reposição hídrica.

Podem acontecer problemas cardiológicos, diminuição do fluxo sanguíneo para os tecidos e prejuízos gerais para o organismo.

A água pura, na realidade, é a melhor forma de manter o organismo hidratado. No entanto, água de coco, leite, frutas e sucos possuem água e ela ainda pode ser ingerida como parte dos alimentos, já que após a oxidação dos mesmos ocorre a liberação de líquidos.

O corpo humano não funciona como uma caixa d`água, ou seja, não consegue estocar a água que se consome. Ela é eliminada diariamente e em grandes quantidades pelo suor, urina, fezes e outras funções do corpo. Por isso, a água precisa ser reposta constantemente. Reduzindo-se os níveis de água no organismo, ele passa a trabalhar com menor intensidade, visando poupar líquidos e prevenir a desidratação.

O organismo humano possui diversos mecanismos de defesa. A hipófise, localizada no cérebro, ao sentir a insuficiência de água secreta o hormônio antidiurético no sangue, que, por sua vez, estaos rins a reter o máximo viável de água. Assim, recomenda-se a ingestão diária, no mínimo, de 2 litros de água.

Pesquisadores da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, descobriram que a falta de preparo físico não seria a única razão pela qual muitas pessoas ficam acabadas, digamos, antes da hora. Depois de observar voluntários sob várias condições adversas e reunir uma série de dados, eles concluem em um estudo recente: um dos maiores contribuintes para a fadiga precoce é a desidratação.

“Quando nos exercitamos, existe uma boa demanda dos músculos por substâncias como glicose e oxigênio. E a água ajuda a transportá-los”, explica o fisiologista Orlando Laitano. Com pouca H2O disponível, esses materiais têm dificuldade para chegar ao seu destino – e, assim, falta energia para as pernas se movimentarem.

Essa desidratação local afeta a vinda de nutrientes essenciais à construção das fibras musculares, a exemplo da proteína. Aliás, até essas estruturas também são compostas de água. Privar-se dela, portanto, é ficar sem matéria-prima para formar mais fibras. Outro motivo para a recuperação ficar lenta quando o tanque está vazio.
O músculo depende de determinados sais minerais e – adivinhe! – água para realizar toda e qualquer contração. “A precisão e a suavidade do movimento diminuem significativamente se o indivíduo não bebe o suficiente. Isso, por si só, já aumenta a probabilidade de uma lesão”, alerta o médico do esporte Jomar Souza.

Para piorar, reservas aquosas abaixo da necessidade mexem inclusive com o desempenho do cérebro. “Os sinais enviados por ele para comandar determinada ação, como levantar uma barra ou chutar uma bola, perdem qualidade”, reforça Emerson Silami Garcia, educador físico.

Goles na (sua) medida

O senso comum prega que se aja de acordo com os sinais do corpo. Em outras palavras, esvaziar a garrafinha no momento em que a boca ficar seca. “Mas hoje existem pesquisas revelando que o estágio de desidratação já se encontra avançado quando a pessoa percebe a sede”, contrapõe Ricardo Nahas, médico do esporte.

Os profissionais que trabalham com atividade física são unânimes: a hidratação deve ser individualizada, até porque há quem transpire mais do que outros ou viva em um local frio, onde naturalmente se sua pouco. Daí que os especialistas muitas vezes preferem recorrer a uma conta matemática simples: subtrair o peso corporal antes do exercício pelo obtido ao término dele. O saldo final é o tanto de água que precisa ser tomada ao longo da ralação seguinte.

Infelizmente, não dá para só encher a barriga d’água antes de correr. “O sistema digestivo não consegue funcionar com um volume grande de líquidos e, inchado, causa desconforto”, explica Silami Garcia. Lançar mão de um cantil e dar uns bons goles a cada 15 minutos costuma resolver a questão. Bem hidratado, seu corpo – e, claro, seu desempenho – vai longe.

E as bebidas esportivas?

Elas oferecem uma mistura de carboidratos e sais minerais, que se esvaem durante pedaladas e corridas. “Mas só são recomendadas para atividades físicas que excedam uma hora de duração”, prescreve a nutricionista Patrícia Bertolucci.

O manual da hidratação

Saiba o que fazer para se exercitar sem deixar a secura tomar conta do organismo:

Antes: Nas duas horas que antecedem o momento da malhação, ingira de 250 a 500 mililitros de água. Evite refrigerantes, bebidas alcoólicas e, ainda, alimentos muito pesados.

Durante: A cada 15 minutos, beba de 125 a 250 mililitros. Se a atividade durar mais do que 60 minutos, água de coco e isotônicos podem ser uma boa opção, mas vale consultar um especialista.

Depois: Urina escassa e amarelada é um sinal claro de desidratação. No caso, lance mão de uma balança para saber quanto perdeu de peso. Então, basta repor na mesma medida.

Fonte: Revista Pilates

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Sobre Pilates em Casa

PILATES EM CASA é uma proposta de aulas ministradas individualmente ou em duplas, no solo, com uma série de acessórios específicos para o método, e realizadas na própria residência ou espaço escolhido pelo aluno. O Pilates é indicado para todas as pessoas, de qualquer faixa etária e nível de condicionamento físico, uma vez que os acessórios auxiliam ou dificultam os movimentos, conforme desejado. Algumas das coisas que o Pilates pode fazer por você: - Fortalece os músculos; - Promove o equilibrio entre força e flexibilidade, reduzindo o risco de lesões; - Melhora a performance das atividades diárias e profissionais; - Melhora a postura e a mobilidade das articulações, aliviando dores; - Alivia o estresse; - Melhora a capacidade de concetração. O Pilates pode ser praticado pelos mais diferentes grupos: gestantes, idosos, atletas, atores, bailarinos e pessoas que desejam melhorar sua aptidão física sem o desconforto e tumulto das academias. Nas aulas em solo, os alunos usam acessórios como bolas, rolos, discos de rotação, dentre outros. Alguns benefícios de fazer PILATES EM CASA Comodidade Economia Segurança Para saber mais acesse http://luanaaraujosite.wix.com/site
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